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Universidade Aberta 2019

“Suassuna: Sob o céu de lona de Taperoá, o embate entre os instintos do Brasil Real e a caricatura do Brasil Oficial”. Este é o tema da edição deste ano do projeto Universidade Aberta, que a USCS promove de 4 a 9 de novembro, em parceria com o SECS São Caetano e com o apoio da Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul.

Durante o período, serão realizadas palestras, oficinas, mostra de cinema, exposição interativa, entre outras atividades, tendo por tema a vida e a obra do autor de clássicos da cultura popular brasileira, como o Auto da Compadecida, sucesso no teatro, no cinema e na televisão.

Para a abertura do evento (4/11, às 19h30, no Auditório do Campus Barcelona), o convidado será o multiartista Antônio Nóbrega, que relembrará o amigo e parceiro Suassuna, compartilhando histórias e aprendizagens.

“Esta já é a décima segunda edição do Universidade Aberta, que tem como objetivo proporcionar a integração da academia com a comunidade, levando conhecimento e também com ela aprendendo, utilizando como fio condutor personagens marcantes de nossa história, caso do Ariano, a quem decidimos homenagear neste ano”, afirma o professor Joaquim Celso Freire, da USCS, idealizador do projeto e um dos organizadores do evento deste ano.

Confira a programação completa clicando aqui. A entrada é franca. Mais informações no link www.uscs.edu.br/ua.

Agendamento de visitação para grupos: 4239-3229.

Campus Barcelona: Av. Goiás, 3.400 – SCS
Campus Centro: Rua Santo Antônio, 50 – SCS
Campus Conceição: Rua Conceição, 321 – SCS
Campus São Paulo: Rua Treze de Maio, 681 – Bela Vista – SP


O Projeto
(Texto: SESC São Caetano, parceiro da USCS no evento)

“SUASSUNA – sob o céu de lona de Taperoá, o embate entre os instintos do Brasil Real e a caricatura do Brasil Oficial” propõe, por meio da vida e obra do escritor e dramaturgo brasileiro Ariano Suassuna, um debate múltiplo acerca de nossas identidades enquanto indivíduos e nação.

Para Suassuna, ele sempre foi um defensor do Brasil Real, o Brasil que somos, um Brasil bom, de instintos maravilhosos, contra o Brasil Oficial, um Brasil caricato e burlesco (o ‘Brasil Real’ e o ‘Brasil Oficial’ são definições cunhadas por Machado de Assis num texto publicado na edição de 29 de dezembro de 1861 do ‘Diário do Rio de Janeiro’). E, para ele, esses dois ‘Brasis’ se mantém em constante embate. É preciso que se defenda e se valorize o Real, o Brasil que somos e que a nossa teimosia seja forte para resistir à opressão da caricatura e crueldade do Brasil Oficial.

A arte popular, que provém do Brasil Real, sempre foi o mote e o motor potente da escrita e pensamentos criativos de Ariano. O dramaturgo sempre revelou que, desde que viu o circo em Taperoá (cidade onde viveu por 3 anos, após o assassinato do pai), quando era menino, ficou sonhando em ter um circo, e, nesse circo, além de dono, ele seria, também, o palhaço, que não ia abrir mão disso. Sempre quis ter o circo e se colocar sobre o chão do picadeiro.
Ao tomar posse na Academia Brasileira de Letras, o menino Suassuna falou pela boca do já adulto e consagrado escritor, que, quando viu o palhaço naquele circo em Taperoá, o palhaço Gregório, teve tanta vibração com ele, que o elevou a uma das maiores influências da sua formação.

Neste contexto, o artista nos oferece um painel múltiplo dos traços culturais, sociais e políticos do nosso país.
As vivências, estudos e compartilhamentos pautados pelo universo de Ariano, propiciarão ao jovem compreender o seu entorno, sua cultura e suas relações sociais, assim, ele também passa a ter voz com direito, desenvolvendo ações que são articuladas na elaboração das relações cotidianas mais justas, no âmbito das políticas públicas, local e regional.