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Gerenciamento do Sangue do Paciente foi tema de palestra na USCS

O programa conhecido como Gerenciamento do Sangue do Paciente ou Patient Blood Management (PBM) foi destaque na semana de integração da USCS

De 2016 a 2023, foram utilizadas cerca de 13 milhões de bolsas de sangue (concentrado de hemácias, CH) em transfusões no Brasil, sendo que o valor de uma bolsa é de, aproximadamente, R$ 550,00. No Brasil são feitas cerca de 4 milhões de transfusões de sangue por ano. Estudos científicos recentes têm mostrado que o efeito imunomodulatório da transfusão de sangue está significativamente associado ao aumento de chance de infecção, de tempo de internação, morbidade e mortalidade.

Por conta destes e de outros fatores, tem se discutido amplamente sobre o Gerenciamento de Sangue do Paciente (Patient Blood Management, ou PBM), tema que foi apresentado aos estudantes da área de Saúde da USCS (Universidade de São Caetano do Sul) dentre as palestras de início de semestre. Quem apresentou o tema foi o professor Dr. Carlos Eduardo Panfílio, docente dos cursos da Escola de Saúde da USCS, e pós-doutorando no assunto pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP).

O tema tem tido destaque na área, inclusive com publicação recente da Organização Mundial da Saúde, alertando sobre a importância da implementação urgente do gerenciamento de sangue (em https://www.who.int/publications/i/item/9789240035744). O documento traz 229 estudos que demonstram, em números, a redução de mortalidade, de infecções, de riscos de AVC, além de menor tempo de internação, o que mostra vantagens tanto na segurança do paciente, quanto na redução significativa nos custos.

O PBM consiste na combinação de medicamentos, equipamentos e/ou técnicas cirúrgicas, que envolvem aumentar a formação de células sanguíneas, controlar a perda de sangue, maximizar a tolerância à anemia e tomar decisões centradas no paciente

O tema é destaque no cenário nacional, tendo em vista as ações dos membros do grupo PBM-UNIFESP (https://pbm.unifesp.br/), formado por profissionais da área da saúde destinado ao estudo acerca do tema, que atua de forma interprofissional em ações inéditas no Brasil, por exemplo:

– Criação da primeira linha de pesquisa “Medicina Transfusional: opções terapêuticas às transfusões de sangue: https://sp.unifesp.br/epm/hemato-onco/pos-graduacao/areas-de-concentracao-e-linhas-de-pesquisa

–  Criação da primeira disciplina eletiva em Medicina Transfusional num curso médico no país.

– Lançamento, de forma inédita, um curso obrigatório para todos os residentes médicos pela Comissão de Residência Médica (COREME) da EPM/UNIFESP (https://coreme.unifesp.br/)

– Trabalho de implementação, pela direção do hospital São Paulo da EPM/UNIFESP, de um Programa de Gerenciamento de Sangue: https://sp.unifesp.br/noticias/epm-e-hospital-sao-paulo-da-unifesp-retomam-a-politica-de-gerenciamento-do-sangue-do-paciente-patient-blood-management-pbm

“Neste contexto de evidências científicas robustas favoráveis ao PBM, é fato que este programa resulta em segurança para o paciente, economia, simplicidade, eficácia, e trabalho em equipe”, finaliza o docente da USCS e pós-doutorando da EPM/UNIFESP.