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Comunicação, liberdade e religião foram temas de colóquio na USCS

Com colaboração de Regiane Bianchini

O VIII Colóquio de Comunicação e Inovação, realizado no último dia 23, sob o tema “Comunicação, Liberdade e Religião: o uso midiático do sagrado” permitiu que mestrandos, alunos da universidade e demais interessados ampliassem seu olhar a partir das exposições realizadas pelos convidados ao evento, sobre como é tratado o tema na mídia e também sobre os direitos do cidadão.

Da esquerda para direita, prof. Dr. João Batista Cardoso; Danusa Rego; Prof. Dr. Ricardo Rossetti; prof. Jorge Miklos e profª Drª Regina Rossetti.

Organizado pela profª Drª Regina Rossetti e promovido pelo curso de Mestrado Profissional em Comunicação de Interesse Público, o evento teve como objetivos promover o debate sobre o tema, destacando o uso que a mídia faz do sagrado próprio e alheio, bem como, conhecer as práticas profissionais na mídia religiosa.

Participaram do colóquio a jornalista formada pela USCS, atual editora-chefe do Jornalismo da TV Canção Nova em São Paulo, Danusa Rego; do pesquisador sobre mídia e religião, prof. Dr. Jorge Miklos (UNIP), e do Secretário da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB do Estado de São Paulo, Prof. Dr. Ricardo Rossetti.

Danusa Rego falou sobre sua experiência, como profissional de comunicação e missionária, e sobre os desafios de atuar com isenção em uma emissora religiosa, como adotar responsabilidades e características do jornalismo, buscando sempre a imparcialidade na notícia.

Em sua exposição, o prof. Jorge Miklos, que estuda o tema há duas décadas, falou sobre a midiatização do sagrado e a sacralidade da mídia. Ele traçou um paralelo sobre religiosidade e filosofia, falou sobre o impacto causado pela mídia a partir de coberturas dedicadas ao tema e de como a sociedade vem sendo influenciada pela união do místico e das novas tecnologias.

O Secretário da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB do Estado de São Paulo, Prof. Dr. Ricardo Rossetti, fez uma exposição sobre os limites do uso do sagrado alheio, chamando a atenção ao direito do cidadão em relação à liberdade como direito fundamental, por meio da Constituição. O secretário trouxe vários exemplos de como ocorrem excessos em discursos veiculados por canais de comunicação e de que maneira as pessoas podem fazer valer o seu direito sobre a liberdade religiosa.