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PPGCOM: Projeto de mestrado profissional em Comunicação obtém reconhecimento no mercado

Texto: Regiane Bianchini

O que comunicação tem a ver com educação e vice-versa?

Começando pelo fato de que uma não existe sem a outra, “a educação só se faz por meio da comunicação”, lembra a mestre e também educadora na área de Comunicação da Universidade Municipal de São Caetano (USCS), Sandra Cabral. Seu projeto de mestrado profissional em Comunicação de Interesse Público, “Comunidades de Prática Virtuais aplicadas à atualização profissional docente”, ganhou visibilidade também fora da USCS e foi ao encontro de algumas das muitas necessidades dos docentes.

Sandra Cabral no Sexto Congresso de Pesquisa do Ensino – Educação e Tecnologia do Sinpro 2017.

Segundo Sandra e seguindo uma tendência global, cada vez mais, o uso das novas tecnologias para compartilhar conhecimento e trocar experiências em busca de soluções para problemas e dúvidas comuns ao cotidiano de educadores está se transformando em uma das ferramentas mais rápidas e eficazes para acompanhar a necessidade de atualização profissional e de estabelecer  networking.

Os resultados da pesquisa comprovam que esse tipo de prática entre os profissionais das escolas EME Profa. Alcina Dantas Feijão, de São Caetano; EE Profª Brisabella de Almeida Nobre, de São Paulo; e Colégio Fundação Santo André, de Santo André, tem ampla aceitação e alta demanda, para ampliar horizontes profissionais  e melhorar a atuação deles na produção de conteúdos, elevar a qualidade das aulas, ou introduzir novas ferramentas para o ensino, procurando suprir lacunas nem sempre atendidas pela falta de investimentos em Educação, escassez de tempo ou inexistência de oportunidades para aprimoramento e atualização profissionais.

Dos 166 docentes das escolas pesquisadas, 56 responderam voluntariamente a um questionário, sobre uso de internet, redes sociais virtuais. Deste total, 100% dos respondentes afirmam usar a internet diariamente; 100% deles têm ao menos um perfil em redes sociais virtuais; 96% dos professores buscam conteúdo na internet para montar aulas; 90,2% acreditam que as redes sociais virtuais podem ser usadas para aprender e para ensinar. Apesar disso, a maioria admitiu que não consegue  colocar  em prática o domínio que possuem do uso da internet e das redes sociais virtuais para gerar material didático para plataformas virtuais.

Para a academia, o projeto levanta a possibilidade de ampliar o universo de aplicação da pesquisa, com novas publicações em revistas e eventos especializados, aplicação do produto sugerido no trabalho de conclusão, a criação de novas CoPVs, com a finalidade de promover o aperfeiçoamento profissional, como está ocorrendo a convite de instituições de ensino reconhecidas no mercado.  “Para a Comunicação e Educação, o projeto pode comprovar que as duas áreas são complementares e que a aprendizagem coletiva, por meio do compartilhamento de conhecimento e experiências, pode ocorrer de forma mais ampla e abrangente, e em linha com o mercado”.