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PPGCOM: internacionalização lança um novo olhar à pesquisa

Com colaboração de Regiane Bianchini

Fruto da geração “Millenials”, Carolina Gois tem 22 anos e é formada em Jornalismo. Ingressou no Mestrado Profissional em Comunicação de Interesse Público, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, no início deste ano, e vem desenvolvendo uma pesquisa sobre a cultura da imagem digital e as narrativas registradas em câmeras 360°, algo inovador em aspectos tecnológicos e de linguagem, com base em informações locais e do Chile.

Como isso é possível? Graças ao processo de internacionalização atual, que vem ao encontro de necessidades detectadas por pesquisadores em todo o mundo, de expandir os limites geográficos, romper as barreiras da língua estrangeira e, ao mesmo tempo, ampliar conhecimento, a troca de experiências, aprofundar estudos e estabelecer parcerias que possibilitem o reconhecimento de pesquisas de qualidade desenvolvidas no Brasil.

Carolina Gois no Parque Nacional Lauca.

E um exemplo bem-sucedido, é a rede colaborativa implementada pelos professores Dr. Alan Angeluci (USCS) e Dr. Vagner Beserra (Universidad de Tarapacá), no projeto “Colaboración Internacional para el desarrollo de la Televisión Digital Terrestre Educativa en Chile”, fomentado por uma espécie de CAPES daquele país, a CONICYT – Comisión Nacional de Investigación Científica y Tecnológica.

Foi através desta parceria, que Carolina Gois pode visitar a cidade de Arica, onde está localizada a Universidad de Tarapacá, no extremo norte do Chile, com todos os custos financiados, e desenvolver uma pesquisa aplicada, em conjunto com um colega da área de Educação, sobre a utilização de múltiplas telas em cenários educativos. “O intercâmbio foi algo inesperado, uma experiência que levarei para o resto da vida”, relata Carolina, que também aproveitou o período em que permaneceu fora para coletar dados para compor a dissertação de  mestrado.

Da esquerda para a direita, os pesquisadores e professores da Universidade de Tarapacá, Vagner Beserra, Mônica Navarrete, e o professor da USCS, Alan Angeluci.

Na opinião do professor Alan Angeluci, que também é orientador de Carolina, é fundamental que os programas de mestrado, principalmente os que estão iniciando sua história, possam vivenciar a prática da internacionalização. Ele ressalta ainda que, a pesquisa precisa romper fronteiras geográficas, não só por ser uma questão de tendência global, mas porque a troca de conhecimentos entre instituições de pesquisa e universidades fora do País permite uma renovação das perspectivas em tendências teóricas e metodológicas. “O processo de internacionalização, além de enriquecer e provocar os pesquisadores brasileiros a interagir mais e a conhecer outras realidades, também fortalece a nossa pesquisa, perante outros locais do mundo.”