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III Seminário de Educação Inclusiva traz discussão sobre diálogos multiculturais

O III Seminário de Educação Inclusiva da Região do ABCDMRR aconteceu no dia 21/09, no campus Conceição da USCS. O evento contou com diversas atividades, como palestras, apresentação de pôsteres, roda de capoeira com o grupo “Capoeira São Bernardo” e outras discussões sobre o tema central desta edição, que foi Diálogos Multiculturais: Relações Étnico-Raciais e Educação.

A abertura do evento ficou por conta da educadora musical, pesquisadora e pianista Berenice de Almeida, que relata a carência dos espaços multilinguagens na educação. “Acho que nós temos que pensar em inclusão de uma forma mais ampla no Brasil. A gente vive um momento muito difícil mundialmente, e no Brasil em especial, onde o diálogo está acabando. As pessoas têm uma grande dificuldade em escutar, de sair do seu ponto de vista, de olhar com outros olhos e perceber que as pessoas têm formas diferentes de viver”.

Após a palestra de abertura, houve a comunicação dos trabalhos realizados na área de Educação Inclusiva na região do ABCDMRR, juntamente com a apresentação dos pôsteres sobre estes projetos. Outro momento do evento foi a apresentação do grupo Capoeira São Bernardo, explicando os conceitos da prática.

A mesa de discussão “As Questões Afro e Indígena na Educação” fechou o evento, com a presença dos palestrantes William Figueiredo, doutor em Ciências da Religião, especialista em psicopatologia e pesquisador de culturas tradicionais, e Suze Piza, professora de filosofia. “Poucos cursos de graduação e dos programas de mestrado e doutorado abordam esses referenciais teóricos que são africanos, afro-brasileiros, indígena etc. Quando você consegue trazer esses discursos para a universidade, você tem a possibilidade de ampliar a visão de mundo”, explica Piza.

“Discutir essa temática étnico-racial é muito importante. Nós temos um modelo de educação e visão de mundo eurocêntrico. As pessoas, no seu cotidiano, aprendem de formas diversas, e a educação não consegue acompanhar esse movimento criativo dos saberes. Essa ideia de pensar o mundo através de outros paradigmas, no caso da cultura étnico-racial, é muito importante na educação, pois permite repensar a prática do pesquisador, do educando, e também da própria concepção de mundo que temos hoje.” William.