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III Simpósio Internacional de Comunicação e Cultura termina com exposições, mostra de filmes e grupos de trabalho

O III Simpósio Internacional de Comunicação e Cultura: aproximações com Memória e História Oral aconteceu entre os dias 06 e 08 de maio, no campus Conceição da USCS. Além dos Grupos de Trabalho, o III Simpósio contou com diversas atividades culturais e minicurso na programação. Confira:

 

Minicurso: Documentário e Memória

Nos dias 06 e 07 de maio, o III Simpósio contou com a presença do professor mexicano Roberto Levy, mestre em documentários, oferecendo o minicurso “Documentário e Memória”. Levy já visitou o Brasil por seis vezes, sendo que em 1999 veio ao país para gravar uma série de documentários sobre histórias de vida e família.

O roteirista desenvolveu uma série em Colima (ME), que tem a ver com desastres ocasionados pelos terremotos, demonstrando como foi, como as pessoas perderam suas casas. “No primeiro dia, projetei para os participantes curtas e longas- metragem que produzi. Já no segundo dia, o foco foi minha experiência em documentário na América Latina, que tem muito a ver com Memória, o tema deste simpósio”, argumenta Levy.

 

Mostra de Filmes

Durante todos os dias do III Simpósio, houve a Mostra de Filmes, com a exibição de cinco filmes envolvendo Memória e História Oral, com debate após o término com os espectadores. “Exibir esses filmes aqui é importante porque é uma forma audiovisual que os produtores encontraram de trabalhar a Memória, então os filmes estão nessa relação direta ou indiretamente com esse tema, e estamos conseguindo alcançar público nacional e internacional, dando visibilidade para a nossa produção como acadêmicos e produtores de vídeo”, explica Luciane Treulieb, organizadora da Mostra de Filmes do Simpósio.

 

Espaço de Conversações

Os Espaços de Conversações aconteceram nos dias 07 e 08/05. No primeiro dia, o assunto foi “Experiências Profissionais em Comunicação e Memória”, cujos expositores foram Ademir Médici, da coluna Memória do Diário do Grande ABC, Paula Fiorotti, da Revista Raízes (Fundação Pró-Memória – SCS) e Ana Paula Goulart (UFRJ – Brasil). “Quando falamos de memória, falamos de identidade das pessoas, então é um trabalho que precisa ser valorizado. Em São Caetano, o povo valoriza seu passado, sua história, então trazer isso para a universidade é fundamental”, afirma Paula Fiorotti.

No segundo dia, contamos com a presença da Profa. Ms Sandra Uribe (UNAM/UdeC – México) e do Prof. Dr. João Batista Freitas Cardoso (USCS – Brasil), dialogando sobre “Arte Pública e Narrativas da Cidade”. “Trouxemos para o Simpósio um trabalho que começou em 2015, financiado pela FAPESP, sobre apropriação de personagem já licenciados por sistemas subversivos, como a tatuagem, o grafite, e outras formas de manifestação cultural. Também realizamos a apresentação de um documentário sobre o personagem na tatuagem, e também tivemos a discussão em GT sobre a cultura geek de um modo geral”, afirma o Prof. Dr. João Batista.

 

Grupos de Trabalho

Durante todo o período do III Simpósio, foram apresentados ao todo mais de 200 trabalhos, divididos em 13 Grupos de Trabalho. Um dos exemplos é o trabalho de Alice Mitika Koshiyama, docente da ECA-USP. “Atualmente estou trabalhando com História, Comunicação e Feminismo, e apresentei o trabalho sobre “Processos Educacionais: ativismos e construção de cidadania”, que está relacionado à história do Jornalismo. Esse trabalho tem como título “Ditadura no Brasil pós 1964: história, ciência e a disputa de memória”. É um trabalho que tem uma relação com a perspectiva do passado, mas também pensando no momento presente, já que estamos em um momento de negação dos acontecimentos”.

Alice Mitika Koshiyama

Eusébia Deniz veio direto do México, da Universidad de Colima, para apresentar seu estudo. “Eu havia participado da segunda edição do Simpósio, que aconteceu em Colima, e estou me sentindo muito bem aqui, fui recebida muito bem. É importante para apresentar o trabalho, escutar outros pontos de vista, e também conhecer a cultura do lugar”, argumenta.

Eusébia Deniz

“É o meu primeiro simpósio como mestranda, uma oportunidade importante para primeiro fazer networking, fazer contato com os colegas da academia. Além disso, quando discutimos temas parecidos com o nosso objeto de pesquisa, a gente também absorve novas informações, fora esse ambiente de cultura, energia, todo mundo aqui com a intenção de contato, que é super positivo”, comenta  Rosana Faber, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da USCS (PPGCOM-USCS).

Rosana Faber

 

Exposições e Música

O III Simpósio Internacional de Comunicação e Cultura também contou com a exposição de livros, artes e audiovisual e o dueto de voz e violão Maria Pimenta. A exposição de arte contemporânea contou com o trabalho de Michele Micha, mexendo com o desejo e o repúdio em um mesmo quadro. Já a exposição audiovisual trouxe a história da Universidade, com a mostra USCS 50 anos.

A exposição de livros contou com diversos autores e suas obras. Entre os títulos, estava Tñur Paipai, cuja autoria é de Nina Martinez. “Estou expondo um livro de minha autoria, de um trabalho que desenvolvo desde 2010 um trabalho sobre o estudo de tempo social em uma comunidade indígena nativa, que se chama PaiPai. Por seis anos, estou realizando diferentes atividades de trabalho de campo com a comunidade para resgatar a memória e história da comunidade, como vivem e quais atividades realizam, como são transformadas suas atividades. Para isso, analisamos três gerações de famílias, para poder identificar as continuidades e transformações da vida e comunidade”, explica Nina Martinez, da Universidade Autônoma de Baja California, que também participou da mesa de palestras sobre “Memória, Etnografia e História Oral”.

Nina Martinez

Duo voz e violão Maria Pimenta

Outras informações sobre o III Simpósio Internacional de Comunicação e Cultura, acesse bit.ly/simposiouscs.